sábado, 13 de junho de 2009

NA QUIETUDE DA TARDE

Foto de acrux

Na quietude da tarde
procurou quebrar a placidez do rio
subiu a um ramo
para ver no espelho das águas
o reflexo da infância
a nudez das árvores
cobria-se de neblina ribeira
o tojo seco humedecia-se
na máscara de Outono
que a ribeira calava
na sua profundidade corria a vida
longe do olhar indiscreto
de quem procurava quebrar o silêncio
para se ouvir viver

3 comentários:

Ana disse...

Na quietude da noite li as palavras, ouvi o som do Chico e da Miucha. Quebrou-se o silêncio , nasceu o rio onde corre a poesia.
Obrigada pelo momento.
Um beijo.

Sonia Schmorantz disse...

Amigos são poemas…
Os verdadeiros amigos são a poesia da vida.
Eles enchem nossos dias de cores, rimas e risos,
nos seguram a mão quando caminhar parece difícil.
Mostram que mesmo em dias nublados o sol está no mesmo lugar,
e nos ensinam que a chuva pode ser uma canção de ninar
nas noites solitárias e vazias.

Um abraço em mais este final de semana, que tudo lhe
Seja bom...

© Piedade Araújo Sol disse...

recordaçoes de infancia que ficam e nos marcam.

beij