
Foto do meu Nokia
Esticam-se as pontes sobre o seu leito, repetidas pela sofreguidão do chamamento das duas margens. Embarcações excedem-se para serem mais velozes do que a sua corrente. As janelas multiplicam-se em incontáveis vidros para o fixarem à sua passagem. Estende-se a encosta por ruelas gastas na anarquia duma vida que foge das regras. No alto, o largo episcopal contrasta a sua magnificência com a planície de telhados que se espalham a seus pés. A manhã esgaça-se numa última descida, de novo ao encontro do rio; imperturbável rumo à foz, como se não desse pela minha presença, como se nada lhe dissesse o meu regresso, como já não me reconhecesse… quatro anos depois.
4 comentários:
Reconheceu concerteza!Estava era ocupado a ver passar o buliço das gentes que o navegam sem o escutar...
De ti deu conta, não te deu foi sinal!
Tem chave D´OURO para quem o navega, por ser ladeado duma rara beleza natural!
Beijinho terno!
Godtei de ver a regata dos barcos vinhateiros nesse Douro.
esta imagem é um poema!
o mais lindo que aqui li :) ;) :)
...e com esta música de fundo...
enfim...um blog D´ouro!
abraço ;)
Passei com ele este meu final de ano; sinto-o nesta zona muito melancólico e gosto-o mais à medida que se distancia da cidade.
Mas é um rio que merece palavras assim como as tuas. Também lhe ofereci as minhas logo em Janeiro.
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