
Vivo num casulo
feito de pensamentos
enrolado em segredos que não sei desvendar
Vivo num casulo
feito de estradas
traçadas num mapa que não sei adivinhar
Vivo num casulo
feito de clausulados
estendidos em leis que não sei exercer
Vivo num casulo
feito de noites iluminadas
por vozes que não me sabem entender
Vivo num casulo
feito de línguas
espalhadas em idiomas que não sei traduzir
Vivo num casulo
feito de saudade
à procura de uma fresta por onde sair
feito de pensamentos
enrolado em segredos que não sei desvendar
Vivo num casulo
feito de estradas
traçadas num mapa que não sei adivinhar
Vivo num casulo
feito de clausulados
estendidos em leis que não sei exercer
Vivo num casulo
feito de noites iluminadas
por vozes que não me sabem entender
Vivo num casulo
feito de línguas
espalhadas em idiomas que não sei traduzir
Vivo num casulo
feito de saudade
à procura de uma fresta por onde sair
[Na era digital, também da fotografia, Ampliações são as minhas revelações de algumas sugestivas imagens de SONJA VALENTINA; são ampliações escritas, obviamente pessoais, dos pormenores com vida registados pela fotógrafa]
7 comentários:
Ofereço-te a minha mão... ajudo-te a sair... Não posso fazer mais.
Bjs
Vives num casulo, mas és uma bela crisálida que borboleteias lindamente.
Todos nós temos o nosso casulo...eu chamo a isso aquilo que temos de mais íntimo em nós, aos nossos pensamentos mais recônditos.
Cabe-nos a nós próprios não nos deixarmos enredar sempre neles...
Boa semana!
Vivemos todos de certa forma em casulos...
Lindo, o ritmo conseguido pelo equilíbrio formal. Gostei imenso. No fim da leitura dá vontade de sair, tomar ar, sair do sufoco.:))
Bjinhos
Mais tarde ou mais cedo todos os casulos se desfazem e trazem sempre belas surpresas.
Que óptimo este Lenine!
E que ficam maravilhosamente nos teus poemas...e, neste em especial!!!
Jinhos
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