
Foto da minha Canon
Dezanove quilómetros separam o aeroporto do centro da cidade. Significativa parte do percurso é feita junto a uma costa que se recorta sucessivamente, recolhendo-se aqui e ali numa baía. A namorá-la multiplicam-se as pequenas ilhas verdes. Ao longo da estrada isolam-se casas que preservam a traça original num perfeito estado de conservação exterior. Bem espalhadas marcando, cada uma, o respectivo território. A ideia construída a partir das imagens vistas e ouvidas, não se desilude. Antes pelo contrário.
Por fim avista-se a muralha de Dubrovnik que passou incólume, não sei se milagrosa ou intencionalmente, aos bombardeamentos da Guerra Civil. E nesse instante há algo de mágico a passar do olhar para o sentir. É a realização dum ver, até então, simplesmente projectado. E que hoje se vive. É real. Ao entrar na cidade percebe-se o turismo e como ela está preparada para o receber. Contudo nada na arquitectura, que presumo original, é alterado, nada foi construído em contraste com o pré-existente. Como tal, o turismo quase se torna uma característica da cidade.
Conforme se caminha para fora do centro, em direcção à área onde proliferam os hotéis, resorts e afins, oferecem-se-nos novos recortes na costa, baías que entram por ela dentro como se o Adriático tentasse entrar mais longe, pelo interior do território terrestre. O bom gosto continua a impor-se nesta zona mais recente, onde a arquitectura se desenha em linhas despojadas. Os edifícios espalham-se em largura e comprimento. Os cinco andares são os arranha-céus.
A noite chega mais cedo, mas ainda antes, há oportunidade para ver o sol descer sobre o mar e esconder-se atrás das ilhas. Até amanhã.
3 comentários:
Que bom ler-te! Fica bem aí pela "Pérola do Adriático"...
Beijo
Vendo... com o seu olhar!
...Até amanhã :)
Gostei ****
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