sábado, 22 de agosto de 2009

AS MURALHAS ANTIGAS

Foto da minha Canon



Alertado pela extensão e duração do percurso decidi iniciá-lo cedo para evitar que o calor começasse a incomodar. Um pouco antes das nove horas subo os primeiros degraus sobre a Porta de Pile e assim começo cerca de 2Km de caminhada em volta do centro histórico de Dubrovnik.

Intactas as muralhas antigas são o ícone vivo de Dubrovnik. Traduzem aquele elemento inconfundível que caracteriza a sua fisionomia de cidade histórica e a identifica mundialmente. É uma construção complexa, considerada como das mais belas e mais fortes fortificações do sul europeu ligando fortalezas, bastiões, guaridas e torres.

O percurso começa-se em direcção ao Adriático e ao Forte Bokar que foi um dos pontos para defender o acesso continental, pelo lado ocidental, à cidade. É, na actualidade, local privilegiado para observar a fortaleza Lovrijenac.

Com o Adriático a banhar o sopé da muralha do lado direito, observo, agora de cima, o bairro de Pustijerna. Sensivelmente a meio percurso passo pelo Buža, o tal bar implantado nas escarpas exteriores da colina que suporta a muralha. Por agora ainda vazio, mais tarde será seguramente local de prazer para os que decidam sentar-se na sua esplanada a contemplar a ilha de Lokrum que avisto ao fundo.

A face mais sinuosa do percurso é a que começa no Forte de S. João, responsável ao longo de séculos pela defesa do Porto. Das muralhas tenho oportunidade de apreciar de uma nova forma este porto de onde saem diariamente, a cada hora, os mini-cruzeiros turísticos. São as reentrâncias do porto que obrigam também as muralhas a recortarem-se. Chego ao Forte Revelin, em mais um vértice do perímetro, e à Porta de Ploče que franqueia o acesso à cidade pelo oriente.

Falta-me o último quarto do percurso. Esta etapa é a ideal para olhar os telhados de Dubrovnik. São distintos os que resistiram ao cerco e ataques sérvios no inicio dos anos noventa, e os que foram entretanto reconstruídos com telhas oriundas de França e Eslovénia. É deste lado que são obtidas as tão famosas fotografias que sobrevoam esta infinidade de telhados pintados da cor do barro. Procuro uma sombra para retemperar forças. O calor já se faz sentir.

Chego finalmente ao ponto mais proeminente das muralhas: a Torre Minčeta. O local onde se atinge a maior altitude de todo o percurso. Sugerido como um ponto único para apreciar o pôr-de-sol no Adriático, limito-me à oportunidade de deitar uma derradeira olhada sobre Dubrovnik, como se estivesse mais perto do céu para o fazer. Caminho de regresso à Porta de Pile, para descer das muralhas e tomar o corredor da cidade. A Stradun já fervilha, apesar de pouco passar das dez horas da manhã.

1 comentário:

Tia_Cunhada disse...

Férias e História... interessante conjugação.
Um beijo