domingo, 1 de novembro de 2009

PARA CRER

Foto de Carl Quick


Eu vou entrar pelo teu poema
e colher palavra a palavra;
de cada verso fazer uma vereda
que desembocará em ti;
mergulharei em cada imagem
para provar a tua corrente,
agarrarei cada som
e afinar-me-ei pela tua melodia.

Ao chegar diante de teu olhar
entrarei no teu querer,
contemplarei o teu sentir,
tocar-me-ás como quem lê;
arrepiarei minha pele
nos lábios por abrir,
acostarei meu corpo
nas mãos por entrelaçar;

Mas no primeiro cruzamento
desviarei o teu rumo,
da tua vontade farei crença
que regerá minha ansiedade;
tornar-me-ei cativo da tua prosa
para permanecer na tua pena
e quando fizeres ponto final
serei alfabeto da tua escrita.

5 comentários:

Charlotte disse...

CREIO que o que leio aqui é das coisas mais belas que tenho visto:)

elisabeth disse...

sem dúvida, cativante...a magia dos sentimentos e sensações, das palavras que penetram pele e alma, melodias que fascinam, prendem e me deixam sempre regressar a este espaço...

AnaMar (pseudónimo) disse...

Dirás então:
Amor!
Quando a musica que inventas é o
t(r)ocar de corpos em almas nas manhãs liquidas das lágrimas esquecidas.
Onde os bosques crescem para o Sol.

Bj

susana disse...

é preciso cuidar de nós se um dia nos cruzarmos contigo. Exalas pensamentos de gárgula. É certo que a entendes.

☆Fanny☆ disse...

Chegaste aos meus murmúrios num voo dócil de palavras! Hoje retribuo a visita e posso dizer que estou simplesmente encantada com a tua poesia!

Já estou como seguidora para não perder o cântico dos teus versos.

Um abraço