
Foto de Paolo Giudici
Plano neste céu aberto
onde me in.compreendo,
embalo-me em voos
presos ao regresso,
toldam-se pensamentos
na intermitência da certeza,
coagula-se a decisão
no alvorecer da dúvida,
removem-se sorrisos
sob a sombra da inquietude,
apartam-se corpos
no destilar dum abraço,
refugia-se a boca
na renúncia da declaração,
rege-se a saudade
na metamorfose da distância.
E o que resta?
Onde permaneço?
…nesta vontade de adivinhar o amanhã
com a certeza do agora,
um vazio para governar
na ansiedade de ser soberano
fixando a felicidade com estacas
em terreno fértil de carícias
onde o amor se reinicia
na margem de cada despedida.
4 comentários:
na bruma... não encontramos nada :(
gostei
bj
teresa
Despedidas ensaiadas para não termos que nos despedir.
Na vontade de permanecer e declarar a voz no grito distante.
Vazio preenchido pelos poemas que transformas em poesia.
Sempre que o amor se reinicia.
Bj
Não é fascinante este mundo em que o tempo se nos desprende e eleva? Em que a razão não tem espaço e um anseio é talvez, o merecimento por não acatarmos, os divinos designios do tempo?
Um abraço
Gostei muito deste texto
:)
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