terça-feira, 28 de julho de 2009

NO VAZIO DO TEU LUGAR

Foto recolhida aqui

Quando a noite
desfralda a solidão
sinto-me moliceiro perdido
no meu leito oceânico,
o corpo resvala
pelo alabastro sedoso
invocando aromas de carência
na quietação do abrigo,
os meus braços são remos
sem águas para envolver,
alteram a direcção do vento
na vigÍlia da madrugada
e a lua sorri na pele
o suspiro disfarçado do desejo,
arrepia-se a encarnação adivinhada
no espaço vazio que dorme
ao meu lado.

4 comentários:

Teresa Queiroz disse...

.... alua sorri na pele...

:) adorei

Gi disse...

Olha que um moliceiro no oceano só poderia dar em vazio acidental. ;)

paletadesonhos disse...

a mente solta-se e reflecte-se no histórico das memórias ...
;)

sonja valentina disse...

vazios repletos, cheios de nada. adormecidos. calmos. solitários...
saudades.