
Foto recolhida aqui
desfralda a solidão
sinto-me moliceiro perdido
no meu leito oceânico,
o corpo resvala
pelo alabastro sedoso
invocando aromas de carência
na quietação do abrigo,
os meus braços são remos
sem águas para envolver,
alteram a direcção do vento
na vigÍlia da madrugada
e a lua sorri na pele
o suspiro disfarçado do desejo,
arrepia-se a encarnação adivinhada
no espaço vazio que dorme
ao meu lado.
4 comentários:
.... alua sorri na pele...
:) adorei
Olha que um moliceiro no oceano só poderia dar em vazio acidental. ;)
a mente solta-se e reflecte-se no histórico das memórias ...
;)
vazios repletos, cheios de nada. adormecidos. calmos. solitários...
saudades.
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