quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

O SOL ILUMINAVA SEM AQUECER

Foto recolhida aqui


O sol iluminava a manhã fria de Inverno. Só uns gatos se cruzaram com os passos que desciam em direcção ao rio por entre árvores que, espontaneamente, se haviam decorado para o Natal, antecipado em apenas alguns dias. O frio que o sol não conseguia disfarçar desertificara as margens do rio. Nas ruas apenas moravam as sombras dos inanimados que o sol iluminava sem aquecer. As palavras desafiavam-se em mergulhos curtos na baixa profundidade das águas, corriam ao encontro dos rápidos que as traziam até por perto. O hoje vestia os espaços onde o ontem terá tantas histórias por contar. Também a minha história passava por ali em pegadas de origens que quase desconheço, mas a que sei pertencer. Imiscuía-me por entre descrições a que pertences e por onde me levas em recordações narradas a que acrescento adivinhação. Sobre a ponte, o sol iluminava sem aquecer, projectando no curso do rio a silhueta dum abraço, arrastando-o num percurso a desenhar… em direcção à vida.


3 comentários:

sonja valentina disse...

que o sol brilhe sempre e aqueça os seus dias, nesta quadra e durante todo o ano!
feliz natal!
um abraço,
sonja.valentina

Tia_Cunhada disse...

Tem o melhor Natal do mundo...

Um beijo

© Piedade Araújo Sol disse...

É sempre muito agradável ler-te...seja em prosa ou em poesia.

Desejo que o teu Natal seja de alegria e paz.

Tudo de bom pra ti...

um beij