
A tristeza escreve-se no meu peito
Desenhada em palavras sulcadas de dúvida
... surgem nuvens no céu...
Na minha pele sinto o gume
Da certeza não desejada
O frio congelante da ansiedade
... adensam-se as nuvens no céu...
A dor estilhaça-me o coração
Que teima em não sangrar
... o cinza cobre a mais ínfima área de azul...
Solto lágrimas numa escala em bemol
Sobre as teclas brancas dum piano esquecido
... o cinzento escurece...
Do silêncio brotam vozes mudas
Entoando uma canção de lamento
... o azul vestiu-se de breu
... e não cai uma gota de chuva.
3 comentários:
um crescendo de angústia nesse poema. de acordo com a natureza. sem o alívio da chuva.
beijos
Eu diria: sem o alívio das lágrimas...
... porque a chuva e as lágrimas poderão ser o alívio e o sinal de que 'depois da tempestade virá a bonança'... mas, entretanto, o céu está 'carregado'.
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