
Foto © Ewa Brzozowska
Meu amor,
Não te iludas com as palavras que eu escrevo, porque são verdadeiras.
Não te inebries com a frequência das minhas palavras, porque é necessária.
As palavras, meu amor, não são eternas, como o não são os sentimentos. Mas a verdade, a verdade eterniza-se e a verdade com que escrevo as palavras, meu amor, é imortal.
E se eu deixar de escrever palavras, meu amor, não me o digas, não me o lembres, não me perguntes o porquê, não me acuses. Leva as palavras que eu já escrevi e foge, voa para longe.
… para que eu tenha de correr atrás de ti… com outras palavras verdadeiras.
É tão bom ter palavras que foram escritas para nós… só...
2 comentários:
Passos,
É uma bela carta de amor.
Mas não será a "verdade" algo também de subjectivo?
Um beijo,
Milouska
:)
lindo.
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