
Foto © slyyy
Fechei os olhos
e sonhei que sonhava
navegar num rio
de mágoas choradas
em lágrimas das palavras
recusadas
os dedos das minhas mãos
eram um aluvião
de carícias rejeitadas
e no meu corpo
respirava um pôr-do-sol
cadenciado pelos despojos
dum desejo
que teima em não encontrar
um corpo onde se render
…
ao ‘acordar’
a maré vazara
e o sonho em que me afundara
era real
2 comentários:
...Os sonhos também se renovam, ao acordar!
Sonho...realidade...interligados, em que esta se sobrepõe àquele, ou se espelham um no outro.
Bonito poema, mas triste, triste.
Desejo-lhe um bom domingo, com sol e paz interior.
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