
Foto © Karel Sobota
A voz do silêncio
ecoa em voo planado,
rasante à tristeza
do terreno árido,
de sulcos ávidos de água,
como os meus lábios gretados
do teu beijo molhado
A voz do silêncio
ecoa em cântico singular,
chorado sobre a solidão
do areal seco,
expectando a rebentação,
como o meu corpo gelado,
o calor da tua pele
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