
Ouço-te a cada sorriso
que na pele se arrepia,
Provo-te no rasto dos beijos
que a saudade lavra,
Cheiro-te em cada vácuo
demorado no virar da página,
Vejo-te no branco do lençol
onde a noite se veste de solidão,
Sinto-te em cada afago
por que o coração suspira.
Faço-te dona do tempo,
habitante dos dias.
Sangras nas minhas veias
a sofreguidão do hoje.
Bebo-te em tragos de desejo
cada albufeira de ausência.
Construo em pilares de palavras
uma ponte que atravesso
na procura dum abraço
que eternize o presente!
4 comentários:
Bonitas imagens da ausência, as do poema. E os abraços-pontes para reter o tempo. Bonito, sim.
sim, a memória por vezes sorri,
faz levantar voo,
criar pontes-abraços para a
eternidade...
é bonito, sim...
Um poeta é um eterno apaixonado :)
E aguardo-te sem saber esperar.
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