
Foto © Wilson Hurst
Olho-te
E não me vês
Sou o sol do meio-dia
Num céu azul de Julho
Toco-te
E não me sentes
Sou um floco gélido
Dum nevão de Janeiro
Falo-te
E não me ouves
Sou uma folha amarela
Caída numa poça de Outubro
Desejo-te
Mas não me queres
És uma andorinha
Em busca duma nova Primavera.
2 comentários:
há mais andorinhas. :) belo, o teu poema. beijo e bom fim de semana.
Boa noite, PAS[Ç]SOS!
Aqui estou de novo a apreciar mais um dos teus belos textos.
Na verdade, como diz o poema, "por morrer uma andorinha, não acaba a primavera".
Outras primaveras e andorinhas virão. É sempre duro, mas o tempo encarrega-se de fazer o sol brilhar. Só é preciso abrir o coração.
Um beijo,
Milouska
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